Temer será investigado pelos crimes de corrupção, obstrução à Justiça e organização criminosa

Temer e Aécio agiam juntos para impedir avanço da Lava Jato, diz Janot, da PGR. Ministro do STF Luiz Edson Fachin determinou abertura de inquérito contra Temer, Aécio e deputado Rocha Loures por corrupção passiva, obstrução à Justiça e organização criminosa.

BRASÍLIA/DF – O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, acusa o presidente Michel Temer e o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) agir “em articulação” para impedir o avanço da Operação Lava Jato. A afirmação consta da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Edson Fachin, que determinou a abertura de inquérito para investigar Temer, Aécio e o deputado afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB/PR) por corrupção passiva, obstrução à Justiça e organização criminosa.

O inquérito está relacionado ao acordo de delação de executivos do frigorífico JBS. A decisão foi divulgada no dia 19 de maio.

OBSTRUÇÃO À JUSTIÇA 

“Além disso, verifica-se que Aécio Neves, em articulação, dentre outros, com o presidente Michel Temer, tem buscado impedir que as investigações da Lava Jato avancem, seja por meio de medidas legislativas, seja por meio de controle de indicação de delegados de polícia que conduzirão os inquéritos”, afirma Janot.

“Desta forma, vislumbra-se também a possível prática do crime de obstrução à Justiça”, completa o procurador-geral da República.

No pedido para investigar Temer e Aécio, a procuradoria afirma que o senador teria “organizado uma forma de impedir que as investigações [da Lava Jato] avançassem por meio da indicação de delegados que conduziriam os inquéritos, direcionando as distribuições”.

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