Reformas para incluir e não para excluir os cidadãos

BRASÍLIA/DF – O sindicalista Miguel Salaberry Filho foi o primeiro a falar na Sessão Especial pela passagem Dia Nacional do Aposentado (24 de janeiro), realizada no dia 13 de fevereiro de 2017.

Secretário nacional de Relações Institucionais da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Salaberry classificou o ato como “Sessão Especial de Luta” e lamentou que, ao invés de encaminhar uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC 287/16) excludente, o governo deveria enviar uma PEC inclusiva, já que, ao se aposentar, o cidadão vê elevadas as despesas com remédios, medicamentos e assistência médica.

O FIM DO SONHO DA APOSENTADORIA TRANQUILA

Ele ponderou que, aposentado, o cidadão imagina ir para casa descansar e dar lugar para outro trabalhar. Mas, diferente do imaginado, o brasileiro segue trabalhando e competindo com os mais jovens, seja no serviço público, como no Regime Geral.

“Pena que, nos momentos de crise, os governantes logo pensem em retirar direitos, seja dos trabalhadores ativos, como de aposentados”, lastimou Salaberry, para quem o governo deveria devolver à Previdência Social os recursos das isenções fiscais que oferta à indústria e ao comércio. “Seria melhor do que falar em previdência complementar”, frisou o ugetista.

O dirigente acusou os governantes de ser maus gestores da coisa pública e apontou as propostas de reformas previdenciária e trabalhista como exemplos. Sem contrariar a realização de reformas, Salaberry argumentou que estas deveriam incluir os cidadãos e não excluí-los, como habitualmente ocorre. “A falta de reajuste aos proventos dos aposentados, assim como dos salários dos trabalhadores, bem demonstra tal realidade”, apontou, parabenizando o senador Paulo Paim por requerer espaço no Senado Federal para homenagear os aposentados em momento tão oportuno.

O VALOR DO APOIO PARLAMENTAR

O sindicalista lembrou que pouco adiantará o empenho das centrais sindicais e das entidades que defendem os aposentados se não houver apoio parlamentar para a causa. Novamente, Salaberry citou o senador Paim, um guerreiro no Senado, que outrora lutava na Câmara, quando foi deputado e desde então é acusa de usar a causa dos aposentados com fins eleitorais. Todavia alertou que Paim defendeu as reformas sempre para incluir e nunca para excluir os cidadãos.

Ao finalizar o vibrante discurso, Miguel Salaberry Filho fez um apelo em favor da mobilização e do passo além da simples oposição. Para ele, não basta ser contra, pois é preciso propor, argumentar e oferecer aos aliados armas para que também possam lutar na mesma direção.

 

Renato Ilha, jornalista (MTb 10.300)

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